quinta-feira, 29 de junho de 2023

IBGE aponta dificuldades para realização do Censo 2022

 A realização do Censo 2022 passou por diversas barreiras como corte no orçamento e a pandemia de covid-19, além de dificuldades na contratação de recenseadores.

Nesse caso, o motivo era o valor do pagamento, considerado baixo e sem atração diante de um mercado de trabalho que naquele momento oferecia salários mais altos. Até as campanhas eleitorais foram empecilho para a contratação. As pessoas em busca de ocupação preferiam os valores pagos nas campanhas.

“O peso do orçamento faz diferença porque acaba pagando pouco e, com isso, fica difícil contratar recenseadores e permanecer com eles em campo, porque o mercado está mais competitivo, por isso o recurso tem peso importante”, disse o presidente interino do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e diretor de pesquisas, Cimar Azeredo, durante entrevista virtual para divulgar os primeiros resultados de População e Domicílios do Censo Demográfico 2022.

Cimar Azeredo associou a falta de contagem da população no meio da década à amplitude da covid-19 no Brasil. “Porque a gente tem que marcar isso com cores fortes? Porque é fundamental que em 2025 a gente faça a contagem da população. Ah, mas acabou de sair o censo, não importa.

Temos que fazer uma contagem de população para que a gente não se depare com diferenças grandes em 2010. Isso é fundamental. Acho que a pandemia teria sido muito mais branda se nós tivéssemos uma contagem de população no meio da década. A pandemia pegou o Brasil em um apagão de dados”, alertou.

Segundo o presidente interino, ainda durante a fase de coleta foi preciso enfrentar problemas com chuva e um período conturbado de eleições no país, que passava por uma polarização política refletida no comportamento de moradores a serem pesquisados.

“Mas, cada um dos problemas, nós tentamos solucioná-lo, procuramos contorná-lo ou tentamos de alguma forma minimizá-lo”, afirmou.


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