“Vivemos mais um momento de intensificação do número de casos de covid
no estado, causado por essas novas variantes que estão em circulação e que têm
uma maior transmissibilidade. Isso tem se comprovado pelo aumento da proporção
de testes positivos que vem ocorrendo a pelo menos três, quatro semanas”,
afirmou o secretário estadual da Saúde Pública (Sesap), Cipriano Maia.
A taxa de ocupação de leitos de UTI para covid-19 está em 85,3% no Rio
Grande do Norte. Ao todo, 53 deles estão disponíveis e outros 34 estão
bloqueados. A lista de espera por uma dessas vagas apresenta 33 pacientes.
Por regiões, a maior taxa de ocupação é na Grande Natal, com 93,2%. Na
sequência vem o Oeste, com 74,5%, e Seridó, com 77,7%, dos leitos críticos
sendo usados para atendimento de pacientes com a doença.
Nesse cenário, o secretário de Saúde recomendou a retomada do uso da
máscara em ambientes coletivos, para evitar a propagação do vírus e a
sobrecarga da assistência de saúde. Além disso, ele reforçou a necessidade da
vacinação. “Essa atitude não é de alarmismo, mas de responsabilidade com a
vida”, disse Cipriano Maia.
Os hospitais que tinham leitos de UTI lotados até às 9h45 desta
segunda-feira eram: Hospital da PM, Hospital dos Pescadores, Hospital do Santa
Catarina, Hospital Infantil Varela Santiago, Hospital Maternidade do Divino
Amor, Hospital Regional Alfredo Mesquita, Hospital Regional da PM – Mossoró,
Hospital Deoclécio Marques, Hospital Rio Grande e Hospital Universitário Ana
Bezerra.
IMT-UFRN detecta duas novas variantes no RN
O Instituto de Medicina Tropical (IMT) da Universidade Federal do Rio
Grande do Norte (UFRN) detectou duas novas variantes, em sequenciamento de
amostras positivas para SARS-CoV-2, em Natal e Parnamirim.
O serviço de vigilância genômica realizado pelo IMT-UFRN, em parceria
com o Instituto Butantã e o Getúlio Sales Diagnósticos, realizou o
sequenciamento de 32 amostras positivas para SARS-CoV-2. Desse total, mais da
metade são novos tipos de SARS-CoV-2, sendo 16 da nova variante BQ.1 e duas
amostras da nova cepa BN.1.5, além de outras 14 amostras da BA.5, que já
circulava desde maio de 2022.
“Há um indicativo de que as novas variantes são mais transmissíveis, se
observarmos a quantidade de novas variantes nas amostras analisadas e o aumento
recente da quantidade de pessoas com covid-19”, considera a diretora do
instituto Selma Jerônimo.
O período de análise das amostras é referente referentes ao período de
21 de outubro a 17 de novembro de 2022.
Tribuna do Norte


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