A primeira fase do sistema começou em 14 de fevereiro deste ano e durou
dois meses. Ela foi dividida em etapas, de acordo com a idade do cidadão ou da
empresa possuidora do dinheiro esquecido. No entanto, a campanha não teve o
efeito desejado pelo BC, e apenas 8,2% dos R$ 3,9 bilhões disponibilizados
foram retirados do banco. Ao todo, 3,6 milhões de pessoas e 19 mil empresas
resgataram o valor durante a primeira etapa.
Cerca de 13,8 milhões de brasileiros possuem, ou possuíam, menos de R$ 1
nas contas esquecidas no Banco Central. Em contrapartida, o BC fez um
levantamento indicando que 1.318 brasileiros tinham R$ 100 mil ou mais em
dinheiro esquecido. Um dos maiores valores era de R$ 1,65 milhão. De acordo com
o banco, a pessoa tinha várias cotas de consórcio que se extinguiram, e não
verificou como os grupos foram encerrados.
Para o ex-diretor do Banco Central Carlos Tadeu de Freitas, um dos motivos da baixa adesão, além dos valores pequenos, foi a falta de informação sobre o sistema. “Acredito que o pouco sucesso da primeira etapa venha da falta de informação para as pessoas. Mesmo com acesso a internet, é precário o conhecimento da maioria da população acerca desse tipo de serviço”, avalia.


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