Ao ser editada, em
dezembro do ano passado, o governo federal justificou que a medida busca
ampliar o acesso ao ensino superior a estudantes egressos do ensino médio privado
que fizeram o curso com bolsas parciais. O texto, no entanto, também beneficia
estudantes de escolas particulares que concluíram o ensino médio sem bolsa de
estudos.
Além disso, a MP traz uma
alteração na reserva de cotas destinadas a negros, povos indígenas e pessoas
com deficiência. Com a medida, o percentual de pretos, pardos ou indígenas e
pessoas com deficiência será considerado de forma isolada e não mais em
conjunto.
A medida também trazia a
possibilidade de dispensa de apresentação do documento que comprove renda
familiar e a situação de pessoas com deficiência, quando as informações
estiverem disponíveis em bancos de dados de órgãos do governo. Esse dispositivo
foi alterado na Câmara, com os deputados aprovando a necessidade de comprovação
de renda. O relator da MP no Senado, Wellington Fagundes (PL-MT), no entanto,
restituiu a intenção original do governo.
Reclamação
Alguns senadores
reclamaram da falta de comprovação na situação socioeconômica dos candidatos às
vagas pelo programa. O senador Paulo Rocha (PT-PA) foi um dos que pediu a volta
dessa exigência, dispositivo incluído quando da passagem da MP pela Câmara e retirada
por Fagundes no Senado. As senadoras Simone Tebet (MDB-MS) e Zenaide Maia
(Pros-RN) também se manifestaram no mesmo sentido.


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