Para se ter uma ideia do volume que estava sendo desviado e foi
recuperado, o consumo médio de uma residência potiguar em setembro foi de 150
KWh.
“Para bater esse recorde histórico, realizamos diversas ações de
prevenção e combate aos desvios de energia, tais como regularização de clientes
clandestinos, fiscalização e substituição de medidores, além do uso de uma nova
tecnologia para detectar fraudes”, explica Gilmar Mikeias, Gerente de
Recuperação da Receita da Neoenergia Cosern.
“A quantidade de energia recuperada entre janeiro e setembro é 13%
superior ao do mesmo período do ano passado.
Apenas esses 2,5 milhões de kWh a mais de diferença entre um ano e outro
seriam suficientes para atender 17,5 mil residências ou uma cidade como Nova
Cruz, na região Agreste, por exemplo, por 30 dias”, complementa o gerente.
De janeiro a setembro, foram realizadas 43 mil inspeções e substituídos
52 mil medidores obsoletos ou com defeito por aparelhos mais modernos.
O gato de energia é crime previsto no artigo 155 do Código Penal e a
pena para o responsável pela fraude pode chegar a oito anos de reclusão.
Além de crime, o “gato” representa risco de morte a quem faz e a quem
está próximo. A ligação clandestina também provoca perturbações no fornecimento
de energia da região e pode causar a queima de eletrodomésticos dos vizinhos.
“É muito importante que os potiguares saibam que todos nós pagamos pelo
prejuízo causado pelos gatos de energia”, alerta o Superintendente de
Relacionamento com Clientes da Cosern, Júlio Giraldi.
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