“Se eu for convocada
vou tentar de alguma forma a liberação na Justiça Eleitoral ou cobrar
dos cartórios medidas de proteção”, disse a publicitária Mariana Marcondes, de
28 anos.
Mesária na eleição
municipal de 2012, ela se recorda dos momentos de concentração de pessoas
quando os eleitores vão às urnas. “Depois de encerrada a votação se forma uma
aglomeração para devolver livros, urnas e imprimir os boletins.”
Diante do cenário
incerto da pandemia do coronavírus para os próximos meses, o Tribunal
Superior Eleitoral (TSE) está especialmente preocupado com o possível
“apagão” em uma etapa-chave do processo das eleições municipais deste
ano: a convocação de mesários. O processo, que será
deflagrado na primeira semana de agosto, precisa reunir um exército de 2
milhões de pessoas, entre voluntários e convocados.
Os nomes que já atuaram na
função em eleições passadas são os primeiros no radar dos tribunais regionais
eleitorais, mas especialistas e ex-desembargadores temem que uma onda de atestados
médicos e a judicialização das convocações abram um vácuo sem precedentes na
função.

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