O retorno às
atividades presenciais das escolas do Rio Grande do Norte só se dará se houver
um “ambiente seguro” para a reabertura, o que depende, segundo a governadora
Fátima Bezerra (PT), “da evolução das condições da pandemia” de Covid-19.
A declaração foi
publicada nas redes sociais da governadora na manhã deste sábado (25). Um
decreto estadual de 30 de junho fixa o dia 17 de agosto como data de uma
possível retomada.
De acordo com o post
deste sábado, esta retomada obedecerá aos protocolos de biossegurança adotados
pelo RN. A continuidade da interrupção das atividades, portanto, não está
descartada.
“A suspensão das aulas
pode ser estendida novamente, consoante a orientação do Comitê Científico, que
deverá se reunir novamente na próxima segunda-feira (27)”, diz a publicação.
Ainda no post, Fátima
destacou que grande parte da rede de escolas públicas estaduais do RN promove
atividades não-presenciais. “São professores utilizando rádio, TV, internet e
material impresso para dar continuidade à aprendizagem dos estudantes”.
Um estudo recente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apontou
que a volta às aulas presenciais no Rio Grande do Norte representa potencial
risco para 212 mil potiguares (6,05% da população). O grupo é formado por
idosos e adultos com problemas crônicos de saúde que convivem diariamente com
crianças e adolescentes em idade escolar (4 aos 17 anos).
Os pesquisadores relacionaram
os dados das crianças em idade escolar e os dados dos grupos populacionais que
se encontram nos chamados grupos de risco da Covid-19: adultos (entre 18 e 59
anos) com alguma comorbidade (diabetes, doença do coração ou doença do pulmão)
e os idosos (com 60 ou mais anos).
As aulas das redes
pública e privada de ensino do estado foram suspensas em 18 de março. Com a
aproximação da data de previsão de retomada das atividades letivas, pais de alunos das redes pública e privada de ensino não pretendem mandar
os filhos para a escola caso o retorno se concretize.
Agora RN

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