A Polícia Federal (PF)
reduziu o número de operações de combate à corrupção e ao crime organizado por
todo Brasil, devido aos riscos de transmissão do novo coronavírus.
Delegados estão
orientados a suspender temporariamente ações que envolvam agrupamento e
movimentação de equipes policiais, desde que não resulte em prejuízo para as
investigações.
Desde que foi adotada
a medida, há 15 dias, foram deflagradas oito operações ostensivas – quando são
realizadas prisões e buscas e apreensões.
Em igual período, no
início do mês, foram 32 ações pelo País.
A queda do número de operações decorre
de orientação do comando da PF e abrange investigações de corrupção, tráfico,
crimes financeiros, cibernéticos e ambientais. Inquéritos e investigações, com
análises, perícias e elaborações de relatórios, seguem nova rotina de trabalho.
Na semana passada, foi
deflagrada uma nova fase da Operação Faroeste, que tem como alvo suposto
esquema de venda de decisões judiciais por desembargadores e juízes do Tribunal
de Justiça da Bahia.
Foram feitas buscas e
um desembargador foi preso. Uma semana antes, a PF concluiu relatório final de
investigação da Lava Jato e indiciou o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG)
por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Neste caso, ele é acusado de receber
R$ 64 milhões em propinas, entre 2008 e 2011 – período em que foi governador de
Minas e senador. Ele nega.
R7

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