O novo programa de
auxílio que está sendo preparado pelo governo federal só beneficiará parte dos
Estados, se a reforma da Previdência for aprovada.
De acordo com fontes
da equipe econômica, o ajuste fiscal que será exigido em troca será “muito
duro” e, para alguns Estados em situação mais crítica, só será alcançado com as
mudanças nas regras previdenciárias.
Com os governadores
reclamando que os Estados estão à beira de um “colapso social”, o governo
federal prepara um programa que poderá beneficiar até 11 unidades da federação
a um custo de, no máximo, R$ 10 bilhões por ano – abaixo dos R$ 24 bilhões
gastos nos últimos dois anos para socorrer o Rio de Janeiro.
A ideia é dar o aval
da União a empréstimos com bancos públicos e privados e, em troca, os Estados
terão que aprovar medidas para melhorar as contas, cortando despesas e
aumentando receitas.
Para muitos Estados,
no entanto, um ajuste suficiente para aderir ao programa só seria possível com
mudanças previstas na reforma da Previdência, como a possibilidade de aumentar
a alíquota de contribuição previdenciária do funcionalismo e o aumento da idade
mínima para a aposentadoria de professores e policiais, que chega a tomar dois
terços da folha de pagamento.
Agência
Estado

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