sábado, 28 de julho de 2018

Por novo membro a cada hora, PCC abre mão de ‘matrícula’


A facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC) está abrindo mão da “taxa de matrícula” para reforçar seu exército pelo Brasil.
A ação está sendo chamada de “adote um irmão” e parte do princípio de que cada membro convide uma pessoa para integrar a facção.

Desta forma, o grupo conquistaria 1.000 novos membros a cada mês. A ação foi detectada pela Polícia Civil de São Paulo. As informações são da Folha de São Paulo.

A taxa
O pagamento da mensalidade, que pode chegar até R$ 900, foi suspenso há cerca de 40 dias. A suspensão da chamada “cebola” só não foi efetuada em São Paulo. Os valores variam por estado e a inadimplência pode gerar cobranças e punições.

Os criminosos mais influentes na facção, que exercem atividades de elevada hierarquia, não precisam pagar a taxa.

De acordo com a Folha, o PCC tem cerca de 22 mil filiados fora de São Paulo. O plano de expansão foi identificado durante a Operação Echelon.
Em conversas monitoradas, os criminosos mostram preocupação com outras facções em outros estados.

Genocídio
Ainda de acordo com a reportagem da Folha, o PCC é responsável por um “verdadeiro genocídio” de rivais em todo o Brasil. Além disso, a facção busca manter seus membros com armamento pesado.

Batizado
Ao aceitar a participação, o novo membro passa por um batismo. A cerimônia é simples e o criminoso apenas diz aceitar às regras da facção e as possíveis consequências.

Os membros também são submetidos a um questionário sobre o estatuto do PCC, envolvimento em outras quadrilhas, uso de drogas e até sobre “atos de homossexualismo”. Se aprovado, entra para o chamado “Livro Branco”.

Portal no ar


Nenhum comentário:

Postar um comentário