A decisão do ministro
Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de liberar o uso de
armas para guardas municipais em cidades com qualquer número de habitantes é
alvo de debate no Rio Grande do Norte.
A liberação pode
aumentar o número de armas em posse da criminalidade, para José Leonardo
Cassimiro, prefeito de São Paulo do Potengi e atual presidente da Federação dos
Municípios do Rio Grande do Norte. “Não acho que é solução. É mais um risco
para o guarda municipal. Eu não sou favorável”, diz ele.
Para o ministro
Alexandre de Moraes, a medida ocorre em face da efetiva participação na
segurança pública das guardas municipais e do aumento dos índices de mortes
violentas nos municípios brasileiros, independentemente de sua população.
Para Ivênio Hermes,
especialista em segurança e coordenador do Observatório da Violência Letal
Intencional (OBVIO), o STF acerta em derrubar a restrição, mas a posse e o
porte de arma devem receber o tratamento adequado para não se transformar em
mais um fator potencializador da violência.
“O porte de arma estendido para
todas as guardas municipais pode trazer a condição de trabalho que elas
precisam para saírem de simples coadjuvantes para verdadeiras protagonistas de
uma segurança cada vez mais próxima dos cidadãos”, avaliou.
Agora
RN

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