Peritos do Ministério
da Justiça criticaram o Estado do Rio Grande do Norte por ainda não ter
identificado o paradeiro de presos desaparecidos durante o massacre de Alcaçuz,
que completou um ano em janeiro.
Quatro membros do
Comitê e do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura – órgãos
ligados ao governo federal – estão em missão no estado para verificar as
condições de funcionamento da penitenciária. Pelo menos 16 apenados seguem
desaparecidos.
“Ainda existem pessoas
desaparecidas, dentro de um contexto de massacre, e não se investigou. Os
presos não estão lá, mas não há uma ação sobre isso.
O Estado precisa ser
responsabilizado, por sua ação ou omissão, mas sequer investigou o paradeiro
dessas pessoas”, afirmou o perito Luiz Gustavo Magnata, integrante do mecanismo
nacional.
O conselheiro Acássio
Souza, que também faz parte da comissão, reforçou que não há uma resposta
oficial sobre os desaparecimentos. “O Estado nunca nos informou se esses presos
foram recapturados, se foram a óbito, dentro ou fora do massacre”.
Ele ainda destaca que
é preciso haver uma confirmação oficial, documentada, sobre o que ocorreu em
Alcaçuz.

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