O açude de Poções, na cidade de Monteiro, no Cariri
paraibano, e o Rio Paraíba não estão preparados para receber as águas da
transposição do Rio São Francisco, segundo a procuradora-geral do Ministério
Público Federal (MPF) em Monteiro, Janaína Andrade de Sousa.
Segundo ela, uma vistoria técnica feita por peritos
do órgão confirmou que as obras feitas não foram suficientes para garantir
sustentabilidade ao processo de passagem da água.
“A informação técnica, lavrada pelo perito do MPF, deixa claro que [o açude
de] Poções não tem condições para receber a água, com sustentabilidade, da
transposição do Rio São Francisco. A obra tem um prazo de cerca de 300 dias para ser concluída e temos
cerca de 20%, apenas, concluída”, disse a procuradora-geral.
Já sobre o Rio Paraíba, a procuradora geral do MPF disse que “a limpeza do
rio Paraíba, ficou evidenciada para o Ministério Público Federal que ela foi
feita, tão somente, uma retirada do lixo aparente com escavadeira e isso não
seria uma obra, em matéria ambiental, a ser realizada de acordo com as
resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama)”, destacou a
procuradora-geral.
Segundo o coordenador do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca
(Dnocs) na Paraíba, Alberto Batista, o açude Poções e o açude da cidade de
Camalaú estão passando por obras para a abertura de canais nos locais onde
ficavam as barragens de contenção da água.
A intenção é fazer com que não seja necessário aguardar o açude receber
água até ultrapassar a capacidade total para que ela consiga seguir o caminho
até o açude Epitácio Pessoa, conhecido como açude de Boqueirão, na mesma
região.
G1 PB


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