Condenado em abril de
2014 por decisão do juiz 4ª Vara Criminal de Natal, Fábio Wellington Ataíde
Alves, o ex-governador do Rio Grande do Norte, Fernando Freire, está há mais de
um ano e meio custodiado no Comando Geral da Polícia Militar, no bairro do
Tirol, zona Leste de Natal.
Punido pela Justiça
potiguar em razão do esquema de corrupção que ficou conhecido como ‘Máfia dos
Gafanhotos’, ele cometeu o crime de peculato – apropriação indevida de dinheiro
público – no período em que esteve à frente do executivo estadual, em 2002,
quando assumiu o lugar de Garibaldi Filho, à época pré-candidato ao Senado
Federal.
As investigações
feitas pela Justiça apontaram que Freire cometeu desvio de dinheiro público
entre fevereiro e novembro de 2002, quando foi vice-governador e, depois,
governador do Rio Grande do Norte. O prejuízo estimado aos cofres públicos foi
de R$ 57,8 mil em valores daquela época.
Inicialmente, neste
processo, Fernando foi condenado a 6 anos e seis meses de reclusão, mas teve
sua pena aumentada em 2015 para 7 anos, nove meses e dez dias quando a Câmara
Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) deu provimento
parcial a uma apelação do Ministério Público Estadual e, à unanimidade de
votos, determinou a ampliação da punição ao ex-político.
Segundo informações
extraídas nos autos do processo, o ex-governador desviou recursos públicos
mediante o pagamento de 83 cheques-salários em favor de 14 parentes e
correligionários do então vereador Pio Marinheiro, lhe contemplando com
interesses pessoais e político-eleitorais.
A irregularidade foi
agravada quando se descobriu que os destinatários das verbas não eram
servidores públicos e nem guardavam qualquer vínculo funcional com o Governo do
Estado.
Além disso, os
pagamentos eram feitos sem qualquer respaldo legal, sendo realizados rotineiramente
com a intermediação de Fernando.
Apesar da sua
condenação ter saído em 2014, Freire só foi preso em julho de 2015, mais de um
ano após a determinação judicial. Ele foi detido no dia 25 daquele mês na orla
da praia de Copacabana, bairro nobre do Rio de Janeiro.
Quando capturado, já
residia há três meses no Recreio dos Bandeirantes, zona Oeste da capital
carioca.
Tão logo foi achado,
Fernando foi trazido de volta para o Rio Grande do Norte onde permanece até os
dias atuais.
Suas condições no Comando
da PM, entretanto, não são das melhores. Segundo fontes, emagreceu cerca de 60
quilos e está com a saúde fragilizada, agravada devido ao quadro de
hipertensão. Dificuldades financeiras também atingem o ex-governador do Estado.
Por Rodrigo Ferreira

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