Os
quatro presos que conseguiram escapar por um túnel na manhã desta terça-feira
(24) da Cadeia Pública de Nova Cruz, na região Agreste potiguar, abriram uma
'caverna' sob o piso do pavilhão 2 da unidade.
A
escavação foi tão profunda que chegou a juntar água. Fotos
do local mostram que os alicerces do prédio ficaram à mostra.
O G1
teve acesso exclusivo às imagens, que foram anexadas a uma sindicância que será
instaurada para apurar as responsabilidades pela fuga dos detentos.
Fugiram
José Carlos de Souza, João Victor Silva de Oliveira, Mauricio Oliveira da Silva
e Leandro Rodrigues de Moura.
De acordo com o secretário de Justiça e Cidadania (Sejuc), Cristiano Feitosa, engenheiros da Secretaria de Infraestrutura (SIN) irão à Cadeia Pública de Nova nesta quinta-feira (26) para avaliar se há risco de desabamento.
De acordo com o secretário de Justiça e Cidadania (Sejuc), Cristiano Feitosa, engenheiros da Secretaria de Infraestrutura (SIN) irão à Cadeia Pública de Nova nesta quinta-feira (26) para avaliar se há risco de desabamento.
Sobre
a água que aparece no fundo da escavação, ele disse que somente os engenheiros
poderão esclarecer se o líquido é do subterrâneo ou se surgiu após algum dano
na rede hidráulica da unidade.
A fuga
Diretor do presídio, o agente penitenciário Felipe Bruno revelou que o buraco começou a ser escavado após uma rebelião feita pelos detentos em julho deste ano.
A fuga
Diretor do presídio, o agente penitenciário Felipe Bruno revelou que o buraco começou a ser escavado após uma rebelião feita pelos detentos em julho deste ano.
"Quebraram
as grades e abriram um compartimento embaixo de uma escada para colocar a
areia. Como as celas foram destruídas, os presos estão soltos dentro dos
pavilhões", explicou.
O acesso à caverna foi aberto no pátio. Já sob o prédio do pavilhão, os presos escavaram uma saída próxima à guarita. "O sentinela, quando percebeu a movimentação dos detentos correndo e pulando a cerca, chegou a fazer disparos, o que evitou uma debandada ainda maior", acrescentou o diretor.
O acesso à caverna foi aberto no pátio. Já sob o prédio do pavilhão, os presos escavaram uma saída próxima à guarita. "O sentinela, quando percebeu a movimentação dos detentos correndo e pulando a cerca, chegou a fazer disparos, o que evitou uma debandada ainda maior", acrescentou o diretor.
A
recontagem dos presos só aconteceu à tarde, após uma intervenção do Grupo de
Operações Especiais (GOE), que possibilitou a entrada dos agentes da unidade
nos pavilhões.


Nenhum comentário:
Postar um comentário