A matéria gerou
polêmica quando teve a tramitação suspensa por liminar concedida pelo ministro
Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Posteriormente, o plenário da
Corte considerou que não deveria fazer a análise prévia da constitucionalidade
do projeto e determinou o prosseguimento da tramitação.
Para a maioria dos
senadores, o Brasil já tem muitos partidos políticos e há grupos que criam
legendas apenas para ter acesso a verbas do Fundo Partidário e negociar o tempo
de televisão a que terão direito. “Agora o partido não vai levar o dinheiro
público, a não ser que eleja deputado, que tenha representação na Câmara”,
disse o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE).
O senador Humberto
Costa (PT-PE) aproveitou para negar que o projeto tenha sido criado para
prejudicar a Rede Sustentabilidade, partido da ex-senadora Marina Silva, cujo
registro foi negado recentemente pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo Costa, o
objetivo do projeto é defender a fidelidade dos parlamentares ao partido pelo
qual forem eleitos. "A fidelidade partidária é um dos pilares mais
importantes da democracia ", disse o senador.
Autor do pedido de
liminar que culminou com a suspensão temporária da tramitação do projeto, o
senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) votou contra a aprovação da matéria. Para
Rollemberg, o texto não é claro ao tratar da situação dos parlamentares que se
filiaram ao PROS e ao Solidariedade, partidos criados recentemente.
Do jeito
que está o texto, a lei poderá retroagir para impedir que o tempo de televisão
desses parlamentares conte em seus novos partidos, o que seria
inconstitucional, disse o senador.
De acordo com
Rollemberg, a matéria deveria ter sido melhor analisada nas comissões do
Senado. “Não vejo razão para [o projeto]ser votado com pressa. Ele pode ser
inconstitucional, porque não respeita o princípio da anualidade”, ressaltou.
Como não foram
aprovadas emendas ao texto enviado pela Câmara, a matéria não precisa retornar
para nova análise dos deputados e seguirá para sanção da presidenta Dilma
Rousseff.
Agência
Brasil
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