Os usuários
regulares de crack e/ou de formas similares de cocaína
fumada (pasta-base, merla e oxi) somam 370 mil pessoas nas 26 capitais brasileiras
e no Distrito Federal.
Considerada uma
população oculta e de difícil acesso, ela representa 35% do total de
consumidores de drogas ilícitas, com exceção da maconha, nesses municípios,
estimado em 1 milhão de brasileiros.
A constatação está no estudo Estimativa do
Número de Usuários de Crack e/ou Similares nas Capitais do País, divulgado pelos
ministérios da Justiça e da Saúde.
A pesquisa foi
encomendada pela Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas (Senad) à Fundação Oswaldo
Cruz (Fiocruz).
A proporção do consumo do crack em
relação ao uso total de drogas ilícitas (com exceção da maconha) também
apresenta variações entre as regiões.
Enquanto nas
capitais do Norte, o crack e/ou similares representam 20% do
conjunto de substâncias ilícitas consumidas, no Sul e no Centro-Oeste o produto
corresponde a 52% e 47%, respectivamente.
O levantamento mostra ainda que, entre os 370
mil usuários de crack e/ou similares, 14% são menores de
idade.
Isso indica que
aproximadamente 50 mil crianças e adolescentes usam regularmente essa
substância nas capitais do país.
A maior parte
deles (56%) também estão concentrados nas capitais do Nordeste, onde foram
identificados 28 mil menores nesta situação.
Agência Brasil

Nenhum comentário:
Postar um comentário