O
planejamento elaborado pela Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e
Pesca (Sape) em relação à construção de barragens subterrâneas em todo o Estado
destinará 200 unidades para a área abrangida pelo escritório regional do
Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural do RN (Emater).
A revelação foi feita pelo gestor
do órgão, cuja jurisdição engloba 18 cidades, agrônomo Evilásio Dantas de
Farias.
"No momento estamos inserindo
no sistema da Emater as barragens que foram construídas no ano passado na nossa
região e esperando a definição do inverno para iniciarmos a ação este
ano", observou o dirigente.
Evilásio Dantas frisou que os
barramentos submersos se constituem numa das medidas do Governo do Estado para
atender à necessidade de quem vive no meio rural, sobremaneira os pequenos
agricultores.
A expectativa é que este
investimento seja retomado por todo este mês de março, com a abertura do
Orçamento Geral do Estado (OGE) para o exercício de 2013.
Em todo o
Estado a projeção é de que sejam edificadas 2.600 barragens do gênero em todo o
semiárido potiguar. Hoje, conforme dados da Sape, já estão construídos 600
reservatórios deste tipo. A ação possui dotação orçamentária de R$ 20 milhões.
É resultado de uma parceria do
Governo do Estado - que entra com uma contrapartida de R$ 800 mil - a União,
representada pelo Ministério da Integração Nacional.
Evilásio
Dantas afirma que a barragem submersa "é uma obra estruturante e assegura
uma solução permanente no combate aos efeitos da estiagem".
"É feito um barramento
interno nas áreas escolhidas que, através de uma tecnologia simples de
escavação e colocação de lonas especiais, retém o fluxo da água acumulada para
irrigação em épocas secas", sublinhou o dirigente da Emater.
Ele acrescentou que as barragens
só podem ser construídas em períodos secos porque as chuvas prejudicam as
escavações. "Com a terra úmida o trabalho de construção fica
comprometido", endossou.

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