A justiça do Rio Grande do Norte negou, na segunda-feira (18), pedido de
liberdade provisória feito pela defesa do soldado da Polícia Militar Gleyson
Alex de Araújo Galvão, de 35 anos, acusado de matar a pauladas a advogada
Vanessa Ricarda de Medeiros, de 37.
Ao negar o pedido de liberdade, o juiz
Ederson Solano Batista de Morais, titular da comarca de Santo Antônio, analisou
os pressupostos jurídicos (prova
da materialidade delitiva) e (perigo
da liberdade do acusado).
No primeiro, ele
entendeu que os indícios de autoria podem ser ilustrados pelos depoimentos
colhidos no inquérito e demais provas coletadas.
No segundo, o magistrado observou respaldado
na constatação de que o réu, no ato da prisão, ameaçou de morte os policiais
militares que o detiveram, “o que evidencia a grande possibilidade de que volte
a delinquir caso seja posto em liberdade, sendo assim patente a necessidade de
garantia da ordem pública através do seu aprisionamento”, pontuou.
A denúncia
feita pelo Ministério Público contra o policial foi acatada pelo juiz no dia 28 do mês passado.
Em depoimento à
polícia, Gleyson disse que a vítima, sua ex-namorada, teria ficado enfurecida
com uma ligação que ele havia recebido e tentado agredi-lo.
Em razão disso, os dois, “entraram em vias de
fato e, durante essa contenda caíram ambos, não lembrando o que ocorreu depois
disso”, diz o documento.
Ainda segundo o
depoimento, Gleyson afirma ter passado boa parte do dia anterior à morte da
advogada bebendo com ela e que, a briga, teria sido iniciada porque ele havia
se recusado a revelar o nome da pessoa que havia ligado para o celular dele.
Também consta no relato do PM que ele “não
sabe como aquele pedaço de madeira foi aparecer no interior daquele quarto”,
acrescentando “que só depois da prisão começou a entender onde se encontrava,
mas que os policiais de serviço não deixaram mais que ele entrasse no quarto”.
A advogada Vanessa Ricarda de Medeiros foi
morta a pauladas no dia 14 de fevereiro deste ano dentro do Motel Cactus, na
cidade de Santo Antônio, a 70 quilômetros de Natal.
G1 RN
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