quarta-feira, 13 de março de 2013

Após fuga e rebelião Ministério Público pede o afastamento do delegado geral da Polícia Civil


Depois da última tentativa de fuga e rebelião no Núcleo de Custódia da Polícia Civil, o Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial do Ministério Público requereu à Justiça o cumprimento das decisões judiciais que proíbem a custódia de presos pela Polícia Civil.
No mesmo documento, assinado pelo promotor Wendell Beethoven, é recomendado o afastamento temporário e parcial do delegado geral da Polícia Civil, Fábio Rogério da Silva, até o cumprimento das medidas cabíveis.
Segundo Beethoven, a medida não seria prejudicial ao delegado geral, que permaneceria no cargo, mas é necessária para que possa ocorrer a nomeação de um interventor para resolver exclusivamente a questão do cumprimento das ordens judiciais referentes ao Núcleo de Custódia.
A custódia de presos não é obrigação da Polícia Civil e é isso o que queremos, que o Estado cumpra o seu papel. 
Quanto aos efeitos do afastamento, ele não será prejudicado, já que poderá continuar com as outras funções do cargo”, explicou o promotor.
Além do afastamento temporário de Fábio Rogério, cujo interventor deve ser nomeado pela governadora Rosalba Ciarlini em, no máximo, 24h conforme o documento, o Ministério Público solicitou o bloqueio de verbas públicas no valor de pouco mais de R$ 4,9 milhões em multas vencidas e o aumento das outras penalidades já fixadas.
O montante deverá ser transferido para uma conta específica, no mesmo banco, à disposição da Justiça.
O delegado geral Fábio Rogério rebateu as críticas tecidas pelo Ministério Público e disse que não descumpriu ordem judicial alguma.
Ele disse que é um dos maiores interessados em resolver a situação do Núcleo de Custódia que abrigava ainda 87 presos, e que está lutando, há vários meses, para conseguir repassar todos os presos para o sistema prisional, que é gerido pela Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania (Sejuc).
“O nosso trabalho é prender e investigar os crimes e não ficar tomando conta de presos, que é obrigação do sistema prisional.
Venho lutando há muito tempo para resolver esse problema, mas isso é coisa que não se resolve do dia para a noite e não depende apenas da nossa vontade, infelizmente. Isso é um absurdo”, afirmou Fábio Rogério.
Portal JH

Nenhum comentário:

Postar um comentário