Os
efeitos da seca no Rio Grande do Norte não atingem mais somente o homem do
campo, que perdeu plantações, rebanhos e perspectivas de futuro.
Nas
regiões Agreste e Trairi, a população enfrenta a inconstância do abastecimento,
feito através da maior adutora do Estado, a Monsenhor Expedito, que teve sua
vazão reduzida em 30%.
Isto
é consequência, também, da falta de chuvas no litoral e da diminuição da
capacidade hídrica da Lagoa do Bonfim, localizada em Nísia Floresta.
É
de lá que sai a água distribuída para a adutora numa complexa e extensa rede de
tubos.
A
governadora Rosalba Ciarlini apelou ao povo potiguar para que diminua o consumo
de água. Isto para que a situação atual não piore.
A possibilidade de racionamento de água
nas cidades que ainda não sofreram colapso no abastecimento, ainda será
avaliada pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern).
De acordo com o presidente da Companhia,
Yuri Tasso, o racionamento é uma medida extrema.
Em Equador,
os caminhões adaptados para carregar água precisam ser escoltados pela Polícia
Militar para que a água seja entregue nos hospitais, escolas e repartições
públicas.
De acordo com a prefeita de Equador,
Noeide Sabino, a Caern disponibilizou quatro carros-pipa para distribuir água
para uma população de oito mil pessoas.
Quando solicitada a ampliação do número
de carros-pipa, a Companhia alegou que não dispunha de dotação orçamentária,
disse a prefeita à governadora.
Atualmente, segundo dados da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), cerca de 6 mil poços artesianos estão instalados no Estado.
Atualmente, segundo dados da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), cerca de 6 mil poços artesianos estão instalados no Estado.
Entretanto, só funcionam 3.500. Outros
mil estão perfurados e não instalados.
Os custos para que sejam colocados em
operação poderá chegar aos R$ 14 milhões.
Estes recursos são pleiteados junto ao
Ministério da Integração, mas a liberação ainda não ocorreu.
A governadora ressaltou, ainda, que o
Governo do Estado vem fazendo um grande esforço, mas que ainda não é
suficiente.
Rosalba informou que deverá recorrer à bancada
federal e discutir a idéia de importar o milho que excedeu a produção na região
Sudeste para alimentar o rebanho potiguar.
TN online

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