Um túnel com oito
metros de comprimento e cerca de 1,7 metros de altura foi descoberto na noite
desta Segunda (11), em uma das celas do pavilhão 2 da Penitenciária Estadual de
Alcaçuz, no município de Nísia Floresta, Região Metropolitana.
Segundo a diretora
Dinorá Simas, se o buraco não tivesse sido descoberto a tempo pelos agentes
penitenciários, poderia ter acontecido uma fuga em massa, já que há 136
detentos no prédio. Foi realizada uma revista no pavilhão 1, em busca de
drogas, armas e celulares.
“Seria um risco
muito grande para eles (presos), porque haviam oito guaritas ativadas, mas não
descartamos essa possibilidade de uma grande fuga em massa, até mesmo pelas
dimensões do túnel encontrado.
Nele, era possível
um homem andar em pé, sem ter que se encurvar e coisas assim só são feitas
quando há um planejamento grande, envolvendo muitos presos”, explicou Dinorá.
A diretora de
Alcaçuz disse que havia recebido uma informação de que os presos estavam
escavando um túnel há cerca de dez dias e que os agentes penitenciários não
tinham conseguido localizar a entrada do buraco na primeira revista porque este
estava bem escondido embaixo de uma estante de alvenaria.
“Somente na
segunda tentativa é que os agentes localizaram o túnel, que estava escondido e
só foi descoberto porque uma parte da terra que disfarçava a entrada ruiu
durante a inspeção na cela. Diante disso, todos os presos foram retirados do
cômodo e os agentes puderam medir o comprimento do buraco”, afirmou.
Dinorá explicou
ainda que os presos estavam escondendo toda a terra retirada do buraco em um
espaço entre a laje e o telhado do pavilhão, que abriga hoje 136 detentos de
alta periculosidade.
Ela solicitou a
presença dos peritos do Instituto Técnico Científico de Polícia do Rio Grande
do Norte (Itep/RN), para a inspeção e também o material necessário para fechar
o túnel, que ligaria a cela ao pátio externo da unidade.
Portal JH

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