quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Câmara vota aumento salarial para prefeito, vice-prefeito, vereadores e secretários

O prefeito eleito de Natal receberá um aumento de 56% em seu salário.

A façanha foi votada por unanimidade na tarde desta quarta-feira (12) pelos 12 vereadores presentes à Câmara Municipal.
Os vereadores receberão aumento de 20%, a contar a partir da próxima legislatura.

A votação é obrigatória a cada fim de mandato. No entanto, o reajuste, não.
A Constituição Federal versa que os vereadores da atual legislatura votam o valor da remuneração dos parlamentares dos mandatos seguintes, em nível municipal, estadual e federal. Mas os salários, necessariamente, não precisam ser reajustados.

Não foi o que entendeu a mesa diretora da Câmara, formada pelo presidente Edivan Martins, pelo primeiro secretário Júlio Protásio e pelo segundo secretário, Albert Dickson.

A proposta deles foi de aumentar o salário do prefeito de R$ 14 mil para R$ 25 mil, do vice-prefeito de R$ 11,2 mil para R$ 20 mil, e dos próprios vereadores, de R$ 15 mil para R$ 18 mil.

Este último aumento - de R$ 15 mil para R$ 18 mil (20% de reajuste) - também vale para secretários, procuradores geral da Câmara e do Município, além dos presidentes de órgãos da Administração Indireta.
Todos com quase 15% além da inflação do ano, estimado pela Fundação Getúlio Vargas em 5,6%.

Os 12 vereadores presentes na Câmara Municipal de Natal votaram por unanimidade pelos aumentos, segundo assessoria da CMN.

Ney Lopes Jr. explica que a decisão se deu em primeira votação, e seguirá ainda para a segunda discussão nesta quinta-feira (13), quando o projeto será promulgado, já que é um projeto de resolução (prerrogativa interna do poder legislativo), sem a necessidade da sanção do executivo municipal.

Ney Jr, também ressaltou ter escutado do vereador George Câmara um voto contrário aos aumentos. "Dava entrevista na hora de seu depoimento e não posso afirmar com certeza, mas acho que o ouvi dizer que não se sentia à vontade com este aumento", disse.

A reportagem procurou George Câmara e os três vereadores da mesa diretora para saber quais os critérios e cálculos para tais aumentos. Nenhum atendeu aos telefonemas.
O teto salarial (salário mais alto de um cargo público) estipulado na Constituição Federal é do ministro do Supremo Tribunal Federal, no valor de R$ 27,8 mil.
Sergio Vilar

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