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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Assalto a transportadora de valores no Recife tem ligação com o PCC, diz polícia

A organização criminosa que assaltou a transportadora de valores Brinks na madrugada do dia 21, no Recife, é ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC), disse hoje (2) o delegado titular da Delegacia de Roubos e Furtos da Polícia Civil de Pernambuco, João Gustavo Godoy, responsável pela investigação, denominada Operação Durga, deflagrada ontem (1º) em Pernambuco, São Paulo e no Rio Grande do Norte.

A operação cumpre seis mandados de prisão, 17 de busca e apreensão e dois de condução coercitiva. Cinco dos suspeitos foram detidos, incluindo os principais integrantes da organização em Pernambuco. A quadrilha tem braços em vários estados.

Um dos suspeitos é um morador de Nova Odessa (SP) e está foragido. Ele é apontado como a pessoa que estabeleceu a relação com o PCC. De acordo com Godoy, o homem foi preso em 2008  junto com o suposto líder da organização. Na época, foram acusados  de explodir um estabelecimento financeiro na região da Mata Sul pernambucana. “Foi quando começou a parceria dos dois”, informou o delegado.

Entre os presos, estão dois homens de confiança do suposto líder da quadrilha. Um deles aparece em imagens de câmeras de segurança que registraram outros roubos, como a explosão de um caixa eletrônico localizado dentro do Instituto Ricardo Brennandt, no Recife.

Outros dois alvos dos mandados já estavam presos por outros crimes. Um deles está no Recife, no Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), onde foi identificada negociação de cerca de R$ 50 mil por meio de agiotagem dentro da unidade prisional. O outro é do Rio Grande do Norte e está preso há três meses. Há ainda indícios da atuação do grupo em Alagoas.

A polícia estima que de 12 a 15 pessoas tenham participado do assalto à transportadora Brinks. O valor roubado permanece indeterminado, mas os investigadores dizem que é menor do que os R$ 60 milhões que chegou a ser noticiado pela imprensa à época.

“O braço de Pernambuco foi esfacelado e todo mundo foi preso. A gente ainda tem que avançar para prender os outros e identificar a estrutura financeira e tentar fazer bloqueios para impedir a continuidade da organização”, afirmou o delegado responsável pelo caso.




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