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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Conta dos presos desaparecidos de Alcaçuz cai de 71 para 11

O paradeiro de 11 detentos da Penitenciária de Alcaçuz é desconhecido, e não o de 71. A informação foi repassada pelo secretário de Justiça e Cidadania do Estado, Luís Mauro Albuquerque, que esclareceu o relatório feito pelo Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura.

A Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania (Sejuc) desmentiu o relatório apresentando os nomes e a localização de 60 detentos que eram dados como desaparecidos. Dois morreram em 2015 e 58 foram transferidos.

Embora não saiba onde estão os 11 ‘sumidos’, Luís Mauro não acredita que eles tenham sido mortos durante a rebelião de janeiro, na qual 26 presos morreram em um conflito de facções. “Checamos tudo lá, olhamos os buracos, as fossas foram secadas e observamos o lado de dentro”, afirmou.

Para o secretário, uma prova de que não morreram na rebelião é o silêncio dos familiares. “Se tivesse essa quantidade de mortos, as famílias deles estariam aqui reclamando”, destacou o secretário durante entrevista coletiva.

A explicação para 71

A explicação para a conta de desaparecidos do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura ter sido sete vezes maior do que a da Sejuc é feita pelo próprio secretário.

Luís Mauro Albuquerque diz que o relatório foi feito no momento exato da crise, antes da situação ser contornada. Hoje, inclusive, Alcaçuz já está próxima de ficar 100% reconstruída.

“O momento era de reconstrução do presídio. É questão de ponto de vista. Tudo aquilo que foi feito, foi feito na crise”, destacou o secretário sobre o momento em que o relatório foi elaborado.

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